O perigo do sono espiritual

Estudo de Célula 72

Pr. Luiz Carlos

Texto: Mateus 13:24-30

“Mas dormindo o homem…” O Senhor Jesus durante seu ministério terreno, recorreu muitas vezes às parábolas para transmitir seus ensinamentos. Na parábola do trigo e do joio temos importantes lições para nossa vida espiritual, mas sem dúvida a principal é concernente o perigo de dormirmos espiritualmente. Para entendermos isso precisamos sair do campo literal do texto para o espiritual.

→ Quem é o homem que semeou boa semente no seu campo?
Deus é este homem; o campo é a igreja; a boa semente é a palavra de Deus. Na parábola do semeador (Mt. 13:18-23) o campo é o coração humano. Em resumo, em ambas as parábolas onde foi semeada a semente são na vida dos filhos de Deus. Pois, nós somos a igreja. Outro aspecto importante dessas duas parábolas há um inimigo; na do semeador é representado pelos pássaros que comem a semente e na do trigo e joio o inimigo semeou joio no meio do trigo.

→ Quem é o inimigo?
O diabo é este inimigo, lemos que ele anda ao derredor, buscando quem possa tragar (I Pe. 5:8). Em sua epístola Tiago nos alerta (Tg. 4:7).

→ Quem é o joio?
Representa os filhos do maligno ou aqueles que praticam o mal e semeiam a discórdia no mundo.
As escrituras os identificam (Jo. 8:44; Jo. 6:70-71). Judas Iscariotes foi um joio que, pela permissão de Deus, foi semeado pelo maligno no grupo dos discípulos de Jesus.

→ Quem é o trigo?
São os filhos da justiça, são aqueles que buscam ter uma vida santa diante de Deus, são os filhos do Reino; aqueles que nasceram de novo. O primeiro Filho do Reino é Jesus (Jo. 12:24).
Precisamos aprender com Jesus e também morrer para nós mesmos para viver para Deus e dar muito fruto.

→ Quem são os homens que dormiram?
Aqui representa os crentes em geral (I Te. 5:6-8; Rm. 13:12).

O sono espiritual está associado a três coisas perigosas:
Primeiro: as trevas, que simboliza o pecado. Quem dorme, o faz a noite. (I Te. 5:7)
Segundo: a falta de vigilância (Mt. 26:41).
Terceiro: a morte (I Co. 11:28-30).

Conclusão: Como filhos do Reino, precisamos nos posicionar em constante estado de vigilância para impedirmos as ações do inimigo em nossa vida.