Um Deus que se revela na crise
Estudo de Célula 86
Pr. Luiz Carlos


Introdução: O Salmo 46, um dos mais conhecidos da bíblia é uma declaração de confiança em Deus, foi escrito para ser cantado em meio à crise. Estudiosos associam o Salmo à invasão a Síria do tempo do Rei Ezequias, quando o exército de Senaqueribe cercou Jerusalém e a cidade foi livrada por uma intervenção de Deus conforme podemos ler em II Reis 18 e 19. Nele aprendemos que Deus se revela em nossas crises.
1 – Deus como proteção (Salmos 46:1,5). Deus é o abrigo que protege do perigo dos ataques e das circunstancias. A ideia de segurança é bem expressa no texto, (nos versículos 1, 7 e 11); e na relação com o ser humano como objeto de seu amor o protegendo (v. 2); para não se mostrar fraco em meio aos acontecimentos (v. 5). No Salmo 84:11 este importante atributo de Deus é descrito. Um claro exemplo disso foi José na sua trajetória de vida. (Gênesis 39:2,3,21).
2 – Deus como descanso (Salmos 46:4,10). Depois da turbulência terrena nos versos 2 e 3 o salmista eleva os olhos ao céu (Salmo 121:1). No verso 4, contrastando os ambientes. E revela que o lugar se transforma em paraíso a emoção passa de preocupação a alegria. Tudo isso representa os atos restauradores, focando na presença de Deus que dá aos homens razão para viver. Ou seja, surge esperança para o futuro depois de todo o transtorno. Há uma convocação ao descanso (v.11), uma confiança silenciosa com o serenar da alma (Salmos 131:2), privilégio dos que se entregam para serrem saciados por ele (Salmos 91:1), um claro exemplo disso foi Jesus no Getsêmani: depois de orar três vezes se entregou incondicionalmente (Mt. 26:39,42,44) e inaugurou o paraíso.
3 – Deus como soberano (Salmos 46:6,8). Dentro da soberania de Deus, Ele exerce autoridade e poder supremo (Is. 43:13); Sua vontade é efetuada de forma autônoma e absoluta (Dn. 4:25); Ele molda todas as coisas e todos os acontecimentos ao seu plano maior (Rm. 9:21); isso cria problemas com relação ao pequeno entendimento humano (Rm. 11:33) porque esses limites não conseguem entender algumas de suas decisões (Sl. 139:6) um claro exemplo disso: Jó, depois de perder tudo que tinha, achegou-se mais a Deus (Jó 1:21), por saber que Ele era o seu tudo (Jó 42:2; At. 17:28).
Conclusão: Assim como nos dias do Rei Ezequias que enfrentou uma terrível ameaça de guerra do Rei Senequeribe, todos nós estamos sujeitos as guerras e crises, porém, precisamos ter esta confiança que é expressa pelo salmista no Salmo 46. Nunca estamos sozinhos, Deus está presente como podemos ler nas palavras finais deste salmo. “O Senhor dos Exércitos está conosco: o Deus de Jacó é o nosso refúgio.” V.11. Que o Senhor te abençoe.
